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| Favela da Zona Sul recebendo UPP |
É inegável que o quadro nas comunidades pacificadas foi alterado, mas não de maneira profunda e de grande inovação, como tido pelos órgãos do Governo, na realidade, a ordem é a mesma, apenas se alternam as lideranças.
Os moradores passam a ter que pagar uma "taxa oficial", em bancos, para manutenção dos gatos de luz e água, e inclusive, ainda permanece, mesmo que de forma bem mais discreta, o tráfico de drogas nessa favelas pacificadas. Apesar disso, nas ocupações não são realizadas prisões e mortes em massa , ou seja, os criminosos apenas se deslocam para outra comunidade alida, resultando num clima mais tenso em outras áreas da cidade.
Enquanto são exaltas o crescimento da segurança e da paz na regiões de atuação, áreas que eram mais tranquilas, viram zonas de tensão e disputa de pontos de venda do tráfico.
O mais contraditório é que as ocupações não foram feitas em ordem de importância, áreas estratégicas ou mais críticas sendo pacíficadas primeiramente, escolheram começar pelas áreas nobres da cidade, como a Zona Sul e e Alta Zona Norte, atigindo de forma nula ou escassa onde o tráfico se dá mais forte e presente, como nos Complexos da Penha e do Alemão e na Zona Oeste.
De maneira ilógica, para o tráfico, as UPP's se tornam aliadas, pois já que ainda estão presentes nas favelas ocupadas, o lucro é presente e os gastos para a manutenção da ordem são desnecessários, fazendo com que seja economizado.
Enquanto o inovador sistema de segurança se mantiver, ainda, de maneira falha, e a importância da vida ser mais importante em determinados lugares, áreas nobres serão beneficiadas e as não atrativas serão prejudicas, o clima de instabiliade será mantido e o Rio de Janeiro continuará sendo mascarado por políticas que iludem, de começo e acabam tornado-se a mesmice de sempre, com os setores dominantes,principalmente o poder paralelo, cada vez mais enriquecidos e fortes e a população no contínuo sofrimento.
Por Yuri Tatsch Guia

Mágico da premonição
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